A Ayam Cemani é uma das galinhas mais raras e caras do mundo, originária da Indonésia e conhecida por sua coloração completamente negra. Essa característica única, que inclui penas, pele, bico, língua, unhas, carne e até ossos pretos, se deve a uma mutação genética chamada fibromelanose, responsável pelo acúmulo excessivo de melanina no organismo da ave. Apesar do mito de que seu sangue é preto, na realidade, ele apenas possui um tom mais escuro que o normal, mas ainda é avermelhado.
A exclusividade da Ayam Cemani e sua baixa taxa de reprodução fazem com que o preço dessa galinha seja extremamente elevado. Um exemplar adulto pode custar entre US$ 1.500 e US$ 2.500, enquanto um ovo fertilizado pode ser vendido por valores entre US$ 50 e US$ 200, dependendo da qualidade genética e do criador. Essa raça é considerada um verdadeiro artigo de luxo no mercado avícola internacional, sendo muito procurada por colecionadores e criadores especializados.
Além do seu alto valor comercial, a Ayam Cemani tem grande importância na cultura indonésia. Muitas comunidades acreditam que essa galinha possui propriedades espirituais e curativas, sendo utilizada em rituais religiosos e cerimônias tradicionais. Sua carne, embora rara, também é consumida em algumas regiões da Indonésia e considerada medicinal, embora seu sabor não seja muito diferente do de outras galinhas.
Criar uma Ayam Cemani requer cuidados específicos, pois a taxa de fertilidade dos ovos é baixa, dificultando a reprodução da raça. Além disso, a importação e comercialização dessa ave são restritas em alguns países devido a exigências sanitárias e ao alto custo de transporte. No Brasil, sua presença ainda é limitada, mas criadores já demonstram interesse em introduzi-la no mercado nacional.
Por sua raridade, aparência exótica e alto valor de mercado, a Ayam Cemani continua sendo uma das galinhas mais fascinantes do mundo. Seja como símbolo de status, crença cultural ou investimento, essa ave única segue despertando a curiosidade de criadores e entusiastas em diversos países.
by Gilberlan Atrox
Técnico Agrícola em Agropecuária, Jornalista e Fotógrafo Documental